segunda-feira, 12 de julho de 2010

Girl, Interrupted

Depois de finalmente, por vontade própria, ter saído de dentro de casa por algumas horas com duas amigas;
Depois de ter chegado em casa orgulhosa de mim por ter conseguido fazer algo, que até então, parecia além da minha capacidade: interagir com pessoas;
Depois de ter comido uma barra de chocolate com avelãs (meu preferido), depois de ter postado besteiróis neste blog e conversado no msn por algumas horas, eu fui dormir.
"Dormir"
Ahããã... fiquei lá encarando o Bukowski, flertando com o Pessoa e assistindo TV.
Girl, interrupted.
O filme que a Oprah disse que eu tinha que assistir porque ela acha que sou parecida com a personagem da Winona Ryder: uma abobada com distúrbio de personalidade borderline.
Não tenho nada contra pessoas borderline, até porque eu bem que poderia ser uma - se não gostasse tanto de ficar sozinha..
De qualquer jeito, achei a personagem abobada.
It's the sixties..plus, Who the fuck would even shave their legs in a fuckin sanitorium??

Só que o filme me deixou pensando...
Será que isso que está acontecendo comigo independe de mim, ou será que sou eu quem está me levando à loucura?
 Escrevi tudo o que pensava naquela hora em um caderno velho, sem derramar uma mísera lágrima.
Foi quando eu vi que me faltaram as palavras, e eu que não sei desenhar, comecei a rabiscar...
Rabisquei pessoas e ações quase sem pensar, e até que enfim comecei a chorar.
Eu chorei uma dor muda.
Uma dor que nunca teve nome nem razão.
Dor que eu ainda não aprendi a verbalizar, mas que dói.
 Perdi o sono...
Fui pro quarto da mãe, que nem criança quando tem pesadelo
Foda é quando o pesadelo é realidade e só nos sonhos que se tem liberdade.


Ps.: adoro dormir.

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